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A importância da aprendizagem contínua para alcançar postos de liderança - Montse Puig e Laura Fitzgerald

18/03/2021 | Montse Puig y Laura Fitzgerald

“Não importa se você está começando a sua carreira profissional ou se já é uma executiva reconhecida, continuar aprendendo e atualizando as suas habilidades é crucial para manter a curiosidade viva e estimulada e para manter a vantagem competitiva, seja a nível pessoal ou profissional”.

Montse Puig e Laura Fitzgerald

Montse Puig e Laura Fitzgerald, duas mulheres com carreiras profissionais és bem diferentes, participaram da edição de 2019 das Bolsas Santander Women | W50 – London School of Economics, que busca promover a empregabilidade e a liderança entre as mulheres. 

Montse Puig se formou em Engenharia Industrial e agora é diretora corporativa na Tangelo Games (empresa desenvolvedora e operadora de jogos sociais) e membro do conselho de várias startups. Ela acredita firmemente que tudo começa com a educação e é mentora na fundação de apoio a jovens empreendedores Youth Business International. 

Por outro lado, Laura Fitzgerald é advogada sênior na Udemy, onde dirige o departamento jurídico regional da EMEA e APAC. Ela atribui uma grande importância à ética e colabora com diversas organizações filantrópicas como a Barretstown, uma organização sem fins lucrativos que impulsiona acampamentos e atividades para crianças com câncer e outras doenças graves.

O que são as Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics

As Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics são uma experiência de formação única que têm por objetivo impulsionar as habilidades de liderança da nova geração de mulheres líderes.

Trata-se de um programa inovador de formação online com a qual as participantes irão adquirir conhecimentos sobre estratégias de liderança, irão desenvolver suas próprias habilidades como líderes e, ao mesmo tempo, conseguirão criar uma rede de contatos na qual ter apoio. Além disso, as participantes vão contar com uma formação personalizada que lhes permitirá identificar seus interesses, pontos fortes e fracos para poder trabalhá-los e encontrar o estilo de liderança com o qual se sentem mais confortáveis.

O objetivo das Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics é contribuir para alcançar a igualdade nos postos de liderança no ambiente profissional. Isto se consegue através de uma formação executiva que melhore as habilidades de liderança das participantes para pô-las em prática em seus locais de trabalho.

“As Bolsas Santander Women | W50 Leadership têm um impacto direto em você mesma” - Montse Puig

Segundo Montse Puig, o concurso oferece formação clara e tangível sobre as dinâmicas de um conselho de diretores e proporciona os conhecimentos necessários para que uma diretora intervenha com segurança. Além disso, quem ministra a formação são professores de primeiro escalão. Para ela, “O programa tem um impacto direto em você mesma”. Apesar disso, ela também pontua que o conhecimento não é suficiente para criar um impacto e motivar o crescimento de uma empresa através de seu conselho.

Por isso, na sua opinião, também é importante destacar as relações entre os diferentes diretores do conselho, promover um conselho diverso em um sentido amplo, não só de gênero, mas também em termos de cultura, origem, religião, idade, formação acadêmica e origem familiar. Tudo isso é chave para construir uma equipe cujos membros enriqueçam uns aos outros e, em última instância, ao conselho e à empresa.

Com o concurso de Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics tudo isto é posto em prática desde o primeiro dia, já que as participantes são mulheres altamente qualificadas de diferentes partes do mundo e com perfis bem diversos. Ela sublinha a cooperação que nasce da participação em um programa como este:

“O primeiro dia do programa éramos apenas participantes, agora somos amigas, mentoras e uma fonte de inspiração para enfrentar novos desafios”.

Montse Puig, diretora corporativa na Tangelo Games

Montse Puig afirma convencida que “tudo começa pela educação”. Ela exemplifica esta afirmação com três perguntas:

  1. Quais foram os mercados de valores com os melhores resultados em 2020?
  2. Quais são os países com um maior número de patentes por cada milhão de habitantes?
  3. Quais são os países com um maior número de universidade no top 50 mundial?

Há cinco países que se repetem nas respostas destas três questões: Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, China e Suíça. E embora sejam países com muitas diferenças a nível político, cultural e de extensão, entre outras, todos têm algo em comum: são os países que mais investem tanto em educação como em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Estes países chegaram a este ponto graças a terem planejado, há muitos anos, investimentos de longo prazo em pesquisa e tecnologia, começando por educar as crianças e lhes proporcionar os recursos necessários para pesquisar em universidades, instituições e empresas.

“Investir em formação e liderança que estimule a pesquisa, a indústria científica e a tecnológica é decisivo para a prosperidade de um país”.

Montse Puig, diretora corporativa na Tangelo Games

A importância de mudar o sistema educacional

Segundo Montse Puig, a Espanha deveria começar a investir em um sistema de ensino superior excepcional que ofereça facilidades aos estudantes para estudar o desconhecido e criar novas tecnologias. Mudar o sistema educacional é chave para que as pessoas contribuam para ter um impacto significativo no país e, consequentemente, no mundo.

Ela defende que é preciso pôr em prática outro tipo de programas universitários que não só ensinem matemática ou física, mas que também promovam a paixão por aprender, a curiosidade e uma mente aberta.

Sobre esta base, os programas universitários deveriam estar centrados nos estudantes, e estes deveriam poder decidir os temas que lhes interessam e construir seu próprio plano de desenvolvimento dentro de um modelo de educação STEM, ou seja, baseado nas ciências, tecnologias, engenharias e matemática. 

Montse Puig defende este modelo porque está convencida de que a educação STEM será o aspecto central de programas que permitirão aos estudantes se deixar inspirar por professores do mais alto nível, o que os incentivará a participar em debates em sala e estimulará sua curiosidade e sua vontade de superar seus próprios limites.

Além disso, dentro desse novo paradigma educacional, a tecnologia terá um papel crucial porque proporciona ferramentas tanto para estudantes como para professores de todo o mundo para participar do ensino e da aprendizagem em qualquer momento e lugar. 

A diretora corporativa da Tangelo Games também destaca que a igualdade de oportunidades para os estudantes, a saúde mental e o serviço à comunidade formarão parte da variedade de programas universitários que serão elaborados.

“Foco meu empenho no ensino superior. Contudo, o mundo evolui constantemente, como estamos vivendo em primeira mão agora com a pandemia, e nós, como humanos, podemos liderar melhor a mudança com uma formação contínua”.

Montse Puig, diretora corporativa na Tangelo Games

A apredizagem contínua, outra chave das Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics

Para Laura Fitzgerald, um tema recorrente tratado nesta formação é a importância da aprendizagem contínua e a melhoria das capacidades profissionais para abordar uma equipe em mudança constante e uma regulação que evolui rapidamente, assim como os marcos legais e de conformidade.

A melhoria das capacidades profissionais e a aprendizagem contínua são fundamentais para um alto cargo e para sua empresa se quiser continuar evoluindo e assim poder enfrentar os desafios de um mundo em contínua transformação, marcado pela mudança nos modelos de negócio e pelo desenvolvimento tecnológico.

Um exemplo da importância desta formação contínua é o campo da automação. Um relatório da PwC sobre automação e trabalhadores resume a dificuldade que estes enfrentam em relação à automação da seguinte forma: “As trabalhadoras poderiam se ver mais afetadas pela automação durante a próxima década, mas os trabalhos mais masculinos poderiam estar mais em risco no longo prazo”. 

É um fato que ainda há pouca participação das mulheres em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Laura Fitzgerald concorda com Montse Puig em sinalizar que melhorar as habilidades STEM, sobretudo no caso das mulheres, será mais importante à medida que aumenta a automação e surgem novos postos de trabalho em tecnologia nos próximos anos.

O mundo profissional está em constante mudança e já foi demonstrado que os benefícios da automação e da inteligência artificial nas empresas são contundentes e rentáveis. A automatização variará de forma significativa segundo cada setor industrial e terá um efeito importante nas equipes. 

Para mitigar este efeito, as empresas e os países deverão voltar a formar grande parte da população ativa e aperfeiçoar suas habilidades para melhorar a mobilidade de trabalhadores, sobretudo com uma população geral e uma população ativa cada vez mais envelhecidas, e uma economia na qual as pessoas podem trabalhar por mais anos.

Segundo a advogada, os conselhos de administração e as equipes de gestão reconhecem que o capital humano é o maior ativo de uma empresa e aprender é uma necessidade para continuar sendo competitivos e estimular a inovação. Os gestores estão mudando o foco e agora se concentram em fomentar o crescimento e a necessidade de implementar uma mentalidade de reinvenção e renovação para que sua empresa prospere.

“Aas empresas terão que se focar no aprimoramento das habilidades de seus trabalhadores para aproveitar o capital intelectual coletivo e para promover uma mentalidade de inovação, crescimento, resiliência e agilidade entre equipes”.

Laura Fitzgerald, advogada sênior na Udemy

A cultura empresarial é fundamental

Fomentar e estimular uma cultura de curiosidade, aprendizagem e formação na empresa beneficia toda a companhia. Segundo a advogada, assim como a liderança trata de abordar a diferença cada vez maior das habilidades profissionais em todas as áreas da equipe, a melhoria das capacidades profissional és permite maximizar todo seu potencial e também melhora as contribuições de todos os membros da equipe, além de expandir perspectivas, diversificar o pensamento e reduzir a tendência habitual de geralmente se moldar às abordagens dos demais.

À medida que as empresas foram adentrando o mundo do trabalho à distância em 2020, ficou muito claro que para ser resilientes na empresa e enfrentar com forças a época pós-pandemia, tanto os líderes como os empregados devem priorizar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades. No novo cenário atual, a aprendizagem digital é fundamental para que a empresa avance e para empoderar os empregados para que sigam acompanhando seus progressos em relação à sua efetividade na hora do teletrabalho, seu desenvolvimento pessoal ou de suas habilidades profissional és, ou em sua carreira profissional.

Tal como afirma Laura Fitzgerald, em tempos de crise, como com a pandemia da covid-19, surge a oportunidade única e essencial de melhorar as próprias habilidades profissional és ou as da equipe através da criação de oportunidades de aprendizagem que permitam que as equipes desenvolvam seus conhecimentos e aptidões e, ao mesmo tempo, criar a cultura de que a empresa investe no futuro de seus empregados. Além disso, poder acessar a formação ajudará os trabalhadores desanimados e com dificuldades a voltar a se envolver, e lhes proporcionará as ferramentas necessárias para suportar as épocas complicadas. 

ambiente do teletrabalho levou as empresas a adotar um acesso flexível aos recursos de aprendizagem e um enfoque mais relaxado da formação. Os líderes puderam comprovar que a aprendizagem digital pode proporcionar um apoio que vai além do enfoque do ensino tradicional e faz com que o desenvolvimento de habilidades profissionais seja mais interessante, mais relevante e empodere mais a equipe.

A mudança já é uma realidade? 

Na opinião de Laura Fitzgerald, as empresas se deram conta de que a formação contínua já não é opcional. A pandemia acelerou a transição para este novo paradigma e as empresas buscam opções menos tradicionais, como a tecnologia educacional (EdTech), para melhorar as habilidades e motivar e incentivar toda a sua equipe. Os resultados dos relatórios de The Future of Work e The Impact of Automation de empresas como McKinsey e PwC dão ainda mais argumentos para apoiar esta transformação urgente.

Desta forma, a aprendizagem já não precisa estar limitada a uma pequena quantidade de trabalhadores e pode ser personalizada e adaptada, em vez de ter um mesmo enfoque para todos. Além disso, as equipes e os indivíduos podem se beneficiar de um processo de aprendizagem mais personalizado elaborado pelos gestores da empresa.

“A formação contínua beneficia todo o mundo e serve aos interesses da economia geral com a criação de um ecossistema de população ativa bem formada e com muitas aptidões”.

Laura Fitzgerald, advogada sênior na Udemy

Neste sentido, O Fórum Econômico Mundial anunciou uma estratégia que durará dez anos para eliminar a lacuna de capacidades entre trabalhadores com uma “revolução das habilidades” que visa melhorar as aptidões de um bilhão de pessoas em 2030, porque se prevê que este “investimento de grande alcance em matéria de melhoria de habilidades tenha o potencial de incrementar o PIB em 6,5 bilhões de dólares para 2030”. Estes relatórios e conclusões não podem ser ignorados, afirma a advogada da Udemy. Para ela, esta colaboração entre o privado e o público do Fórum Econômico Mundial é sinal de que o mundo começa a se dar conta e enfrentar este problema.

A formação contínua e a colaboração entre mulheres, dois valores das Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics 

Montse Puig e Laura Fitzgerald sentiram a necessidade de melhorar suas capacidades de liderança em certo momento de suas carreiras profissionais e, como é evidente, não é só a sua participação em um programa que pretende equipar a nova geração de mulheres líderes que as une, mas também sua firme convicção de que a aprendizagem contínua é a chave para melhorar como indivíduos e como empresas. Ambas tiveram uma formação prévia e uma carreira profissional bem distintas e são um exemplo de como a diversidade e a colaboração, dois valores muito presentes nas Bolsas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics,  podem ser bastante enriquecedoras.

Se, como elas, você sente que é o momento de dar um impulso em sua carreira profissional, quer melhorar suas habilidades de liderança e tem mais de 10 anos de experiência, inscreva-se no concurso de Becas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics. Aproveite a oportunidade!

(No momento as inscrições para Becas Santander Women | W50 Leadership - London School of Economics estão encerradas, mas orientamos que você consulte o portal de Bolsas Santander para encontrar a formação mais adequada para você e impulsione a sua carreira profissional. Aproveite a oportunidade!)

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Montse Puig, diretora corporativa na Tangelo Games

 Laura Fitzgerald, advogada sênior na Udemy